A Caminho das Indias

2 nov 2010


Troncoso, no município de Porto Seguro, BA, é um lugarejo onde a população vive da pesca e do que extrai das matas. Além do rádio, chega ao local outra novidade: um grupo de paulistas.

Ficha Técnica

Título original: A Caminho das Indias
Gênero: Semi-Documentário
Duração: 84min.
Lançamento (Brasil): 1982
Distribuição: Embrafilme
Direção: Augusto Sevá e Isa Castro
Roteiro: Augusto Sevá e Isa Castro
Co-produção: Gira Filmes, Embrafilme e Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo
Produtor Associado: Pedro Farkas
Direção de Produção: Nilton Villas Boas
Assistente de produção: Carlos Pontual Baratão, Chico Vieira, Duto Bicalho, Francis, Gastão Farah, Henrique Medina, Ilze Scampari, Lúcia Araújo, Mariana Rebouças, Mima, Rita Kehl, Tina Nascimento, Rubens Xavier e Rosa Luporini
Fotografia: Pedro Farkas
Câmera: Pedro Farkas
Assistente de Fotografia: Eduardo Poiano
Fotos de Cenas: Eduardo Poiano
Fotografia de Cena: Beatrice de Chavagnac, João Farkas, Ivan Kudrna, Gastão Farah e Ricardo Salém
Som direto: Clodomiro Bacelar, David Pennington e Lena Bastos
tra: Walter Rogério
Mixagem: José Luiz Sasso
Montagem: Augusto Sevá, Isa Castro e Reinaldo Volpato
Cenografia: Tião Maria
Cartaz: Tião Maria
Figurinos: Di da Paixão e Tião Maia
Maquiagem: Chico Franzé e Di da Paixão
Instrumentistas: Lindomar Castilho, Naná e Paulo Moura

Elenco

José Celso Martinez Correia
Cacá Rosset
Célia Maracajá
Índio Ezequiel
Manfredo Bahia

Pôsters

Premiações

Curiosidades

– O filme é uma variante do nome do livro “A caminho das Índias”, de Bete Cristianini, citada nos créditos do filme como uma homenagem.

– Locações em Troncoso, BA

– Dublagem de Xisco, Cacá Rosset, José Celso Martinez Correia, Adilson Ruiz, João Maria, Romeu Quinto, Domingos dos Santos, Márcia Uchiyama, Marcelo Uchiyama, Verônica Tamaoki, Cândido Soler, Clodomiro Bacellar, Chico Vieira, Luís Gal Pereira, Pompeu Faria, Wilson Spínola, Albert Hensy, Amorzinho de Troncoso, Antônio de Higina, Celso Lucas, vaqueiro Eliezer, Higina, Irênio, João de Piano, Jovelino, Lourdes Capixaba, Vailton e mais todo o pessoal de Troncoso.

– Sinopse extendida:
Troncoso, no município de Porto Seguro, BA, é um lugarejo onde a população vive da pesca e do que extrai das matas. Além do rádio, chega ao local outra novidade: um grupo de paulistas. Entre eles, Zé Pessoa e Nascimento, um comprador de terras. No meio do mato, um homem caça. Zé Pessoa e dois outros cercam de arame farpado um terreno, inaugurando terra própria. Mais adiante um grupo desmata, corta e transporta árvores. A população reclama da apropriação e do ataque às terras, onde constrói casas de pau-a-pique, banha-se nos rios, brinca com a tintura de urucum. Um avião sobrevoa insistentemente o lugar. Durante a refeição, no trabalho, em casa, até na procissão, Nascimento é objeto de indagações e comentários. Zé Pessoa envolve-se com os moradores. Na birosca, o dono diz querer montar um bar, mais tarde uma boate. Na escola, onde a professora explicava a chegada de Pedro Álvares Cabral, Zé ensina às crianças o que é um degredado. Imitando um português, assume-se como tal: vinha atrás de diamantes, encontrou índias. De encontro à procissão na praça central, finalmente aparece Nascimento, o homem do avião. Em meio a música, ritmos e danças típicas, o degredado mobiliza a população ao seu redor, oferecendo dinheiro e modernização. Como representante dos paulistas, Nascimento acaba ouvindo manifestações de desagrado com o avião, as terras cercadas. Zé Pessoa e Nascimento encontram-se e discutem, trocam acusacões em torno da ocupação de Troncoso. Zé Pessoa abandona o outro numa casa, com uma índia, e, na praça central, organiza a projeção de um filme sobre o descobrimento do Brasil, atraindo todos os habitantes, que se divertem. Eis que, encarnando outro personagem, surge na tela Nascimento, evacuando nas areias “desta terra de Vera Cruz”. Ao fim da projeção, o povo dança e queima o novo Judas, um boneco representando Nascimento. Um morador, bêbado, discursa sobre o filme em realização, sobre os paulistas que vieram e não vão ficar. Pero Vaz de Caminha lê a carta a Dom Manuel. Imagens de Troncoso, seu povo, tradições e natureza. Do alto do avião, acompanha-se a cidade em despedida, voando mar afora.

Fotos

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