Capital dos Mortos

18 nov 2010


No ano de 1883, em Turim, na Itália, o padre Dom Bosco teve um sonho-visão sobre a construção da cidade de Brasília. Foi-lhe dito também que a raça humana estava prestes a ser testada, e que a cidade prometida seria o palco do evento. Dom Bosco foi avisado de que no dia de sua morte, um processo de três gerações de sessenta anos começaria. Nas duas primeiras gerações, as atitudes dos homens seriam avaliadas, e sentenciadas 120 anos depois. A Capital dos Mortos começa no início da terceira geração, e segue a história de um grupo de amigos (a maioria fã de filmes de zumbis) que ironicamente percebe que a cidade está sendo tomada por essas criaturas apocalípticas, e tenta desesperadamente estruturar um plano para sobreviver.

Ficha Técnica

Título original: Capital dos Mortos
Gênero: Horror
Duração: 87 min.
Lançamento (Brasil): 2009
Distribuição:
Direção: Tiago Belotti
Roteiro: Mikael Bissoni, Tiago Belotti
Produção: Rodrigo Luiz Martins, Tiago Belotti, Fernanda Duarte, Hermes Barreto
Direção de produção: Rodrigo Luiz Martins
Co-produção: Vortex Filmes
Música: Renan Fersy
Som: Tiago Belotti, Rodrigo Luiz Martins
Fotografia: Tiago Belotti, Rodrigo Luiz Martins
Câmera: Tiago Belotti, Rodrigo Luiz Martins, Gustavo Serrate, Hermes Barreto, Éverton Rosa, Fernanda Duarte
Desenho de produção:
Direção de Arte: Tiago Belotti, Hermes Barreto, Fernanda Duarte
Figurino: Hermes Barreto
Edição: Fábio Rafael, Tiago Belotti
Efeitos especiais: Fábio Rafael
Maquiagem: Tiago Belotti, Rodrigo Luiz Martins, Fernanda Duarte, Aliona “Kit” Pavlovna, Thiago Neiva Moreira
Continuista: Rodrigo Luiz Martins

Elenco

Yan Klier (Crístofer)
Pablo Peixoto (André)
Gustavo Serrate (Lucas)
Laura Moreira (Pâmela)
Jean Carlo (Tio)
Luísa Viotti (Ângela)
Angélica Ribeiro (Tatiana)
Gino Evangelisti (Padre Dom bosco)
Alice Stamato (Namorada A)
Yana Borém (Namorada B)
George Duarte (Profeta)
Diana Carneiro (Âncora)
Juliana Gregoratto (Repórter)
Lucas Pimenta (Funcionário público)
Irani Martins (Mãe do Jôsefer)
Luis Machado (Médico)

Pôsters

Premiações

Curiosidades

– O primeiro longa-metragem nacional sobre zumbis / mortos vivos.

– A Capital dos Mortos é um projeto 100% independente.

– A idéia inicial veio em 1999, mas não havia um centavo sequer para começar a produção. Então, o diretor Tiago Belotti começou a juntar dinheiro para poder comprar equipamento, e financiar o filme. Sete anos depois, em fevereiro de 2006, a jornada começou. No inicio havia apenas uma câmera emprestada, alguns refletores e um roteiro.

– A estréia foi no dia 2 de maio. O Festival Internacional de Filmes Curtíssimos fez um convite para que o filme fosse exibido ao final do primeiro dia.

– A polícia foi acionada cinco vezes durante a produção da Capital dos Mortos. A primeira dela foi na cena do corredor, onde a atriz gritou tanto, que uma vizinha achou que de fato alguém estava sendo assassinado.

– Foram utilizados cerca de 30 litros de sangue cenográfico durante a produção.

– Apenas um zumbi se machucou pra valer durante as filmagens da Capital dos Mortos.

– No total foram utilizadas 70 fitas digitais, que foram editadas para cerca de 90 minutos de filme.

– A Cena da Ermida Dom Bosco foi de longe a mais complicada de sair. No total foram 4 tentativas. Na primeira choveu, na segunda não tínhamos suficientes zumbis, e na terceira as atrizes não apareceram.

– O ator para o papel do André foi trocado duas vezes.

– Mais de 150 voluntários foram zumbis.

– O filme faz algumas referências óbvias aos clássicos do George Romero, mas há outras que só os admiradores mais fanáticos vão perceber.

– O diretor do filme quebrou vários refletores e tripés durante a produção.

– O material mais utilizado nas filmagens foi, sem dúvida, o esparadrapo.

– O filme foi produzido com uma Mini DV Sony pd 150 emprestada por Hermes Barreto; Uma HDV Sony Professional HVR-A1U; Um Tripé; Um microfone adicional Shotgun com cabo de 5 metros, e um Boom; Cinco Refletores; Uma steady cam muito criativamente construída por Rodrigo Martins; Uma lente grande angular emprestada por Gustavo Serrate; Muitas armas de pressão e de playstation 2. incluindo algumas pistolas, uma Uzi e uma espingarda (de verdade, emprestada por Everton Rosa); Esparadrapo, muito esparadrapo.

– Capital dos Mortos só foi realizado com um grupo de colaboradores que trabalharam sem fins lucrativos. Voluntários, desde o processo de maquiagem até os atores.

– Durante algumas filmagens foi realizado um workshop flash explicando o processo de transformação dos zumbis. Com cada filmagem os próprios zumbis foram aprendendo a se maquiar, o que acelerou muito o processo. Destaque para Kitsune Youko, Thiago Neiva Moreira e Fernanda Duarte.

– Os figurantes, por exemplo, apareciam em 15, 20, 30 pessoas. Na primeira filmagem, apareceram mais de 60 zumbis. Isso mostra que existe uma demanda por esse tipo de filme.

– Entre as principais locações de filmagem do filme, estão, Rodoviária, Eixo Monumental sul, UnB, Guará 2, Quadra 213 sul, Um supermercado da asa sul cujo nome não pode ser revelado, Quadra 116 sul, Ermida Dom Bosco, Drogaria Rosário, Sítio, Espaço Cultural Renato Russo, Setor Bancário Sul, Cemitério

– Tiago Belotti é um paulistano de 29 anos que mora em Brasília desde 2000. O diretor já morou na Alemanha, Equador, Estados Unidos e na Argentina, onde começou a estudar cinema. Já dirigiu e produziu alguns curtas, entre eles “Oldoinyo Oibor”(1998) e “Apócope”(1999), realizados na Argentina, e “Zumbi Brasileiro” (2007), “Sábado à Noite” (2007), “O Jogo”(2008), “A Festa” (2008) feitos no Brasil.

– O produtor Rodrigo Luiz Martins, 25 anos, é natural de Brasília. Rodrigo tem no currículo alguns curtas premiados, entre eles “Reflexo”, premiado no Festival de Cinema e Vídeo Universitário de Curitiba como melhor ficção e Behr de Brasília, premiado no Festival Internacional de Cinema e Vídeo Universitário de Goiânia, em 2007.

– A profecia Dom Bosco… Em 1883, Dom Bosco teve um sonho. Entre os paralelos 15 e 20 graus, havia uma depressão bastante larga e comprida, partindo de um ponto onde se formava um lago. Então, repentinamente uma voz assim falou: “… quando vierem escavar as minas ocultas, no meio destas montanhas, surgirá água à terra prometida, correndo leite e mel”. Será uma riqueza inconcebível. O local servirá de teste final da salvação do espírito do homem. É a terra prometida, mas somente se o homem passar pelo julgamento. O tempo para que tudo se concretize será contado em três gerações de 60 anos. A primeira geração começará no dia de sua morte, e ao final da segunda, a sentença divina será aplicada. Alertai voz aos filhos dessa terra, pois nesse dia, ela vomitará os seus mortos, que caminharão como bestas sem almas entre os vivos, e aquele que cair no domínio de um deles, um deles, se tornará.

– Antes de A Capital dos Mortos, alguns outros títulos foram seriamente cogitados para o filme. A Capital dos Zumbis; Brasília dos Mortos; A Planície dos Mortos; A Profecia Dom Bosco; Brasília Morta; Capital Morta.

– O conceito original da Capital dos Mortos era pra ser rodado em três filmes. Devido às dificuldades de recursos, o diretor optou por um roteiro mais fechado, que pudesse ser contado em um longa de 70 a 90 minutos. No entanto, a história foi desenvolvida de forma que as idéias para as duas seqüências engavetadas possam ser adicionadas, e se a reposta para o primeiro filme for positiva, Tiago Belotti tem todas as intenções de completar a trilogia. “Honestamente, não tenho saúde, energia nem reservas econômicas pra rodar A Capital 2 e 3 sem nenhum tipo de apoio financeiro, como fiz com o primeiro filme. As continuações dependerão do sucesso do primeiro longa.” Diz o diretor.

– Segundo a idéia original, “A Capital dos Mortos 2 – Mundo Morto” se passa 30 anos depois do primeiro filme. Nessa seqüência, 70% da população já é constituída de zumbis. O longa, bem mais minimalista que o primeiro, segue a história de quatro sobreviventes.

– O último capítulo da saga, “A Capital dos Mortos 3 – Dias Finais” se passa 60 anos depois do primeiro filme, justamente no fim da terceira geração sonhada por Dom Bosco. Já praticamente não há mais seres vivos na terra. A trama relata o fim de tudo.

– Os efeitos especiais do filme ficaram a cargo de Fábio Rafael. No começo, devido a sua fé, Fábio foi relutante em aceitar trabalhar no projeto. Mas o diretor foi incisivo, e acabou convencendo o bondoso cristão a entrar para a equipe da Capital dos mortos. Fábio fez de tudo, desde efeitos “simples” – como um sangue digital espirrando – até parafinarias bem mais complexas – como eliminar pessoas de cena, e fazer um carro parado parecer estar em movimento.

– Nas primeiras filmagens, o processo de maquiagem demorava de 4 a 5 horas (pra maquiar 30 zumbis).

– Uma receita barata para se fazer sangue cenográfico é a seguinte: misture 1L de xarope de groselha + 1L de corante alimentício líquido cor “vermelho natal” + 1Kg de Cacau em pó + 3 a 4 frascos de Mel Karo.

– Para maquiar os zumbis sem dinheiro, foram encontrados substitutos dos materiais tradicionais, por exemplo, cola branca no lugar de látex. Para fazer uma ferida legal numa bochecha, por exemplo, aplique cola branca no local, deixe secar por um minuto, adicione algodão, cuidadosamente tire o excesso, aplique mais cola, e por último jogue o sangue cenográfico. Pode-se usar aveia no lugar do algodão, Sucrilhos.Meia calça cor de pele pra fazer tripas. Tinta atóxica, principalmente preta e vermelha. Para zumbis com uma tonalidade cinza, utilize pó de grafite.

Fotos

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