Carandiru

18 nov 2010

CarandiruQuando o médico Drauzio Varella resolve fazer um trabalho de prevenção à AIDS na Casa de Detenção de São Paulo toma contato com o que, aqui fora, temos até medo de imaginar: violência, superlotação, instalações precárias, falta de assistência médica e jurídica, falta de tudo. Com seus mais de sete mil detentos, merece sua fama de “inferno na terra”. Porém, nosso personagem logo percebe que, mesmo vivendo numa situação limite, os internos não representam figuras demoníacas. Ao contrário, ele testemunha solidariedade, organização e, acima de tudo, uma grande disposição de viver.

Ficha Técnica

Título original: Carandiru
Gênero: Drama
Duração: 146 min.
Lançamento (Brasil): 2002
Distribuição: Sony Pictures Classics / Columbia Tristar do Brasil
Direção: Hector Babenco
Roteiro: Hector Babenco, Fernando Bonassi e Victor Navas
Produção: HB Filmes, Globo Filmes e Columbia Tristar do Brasil
Co-produtores: Flávio R. Tambellini e Fabiano Gullane
Direção de produção: Caio Gullane
Produtor Associado: Daniel Filho
Coordenação de pós-produção: Alessandra Casolari
Música: André Abujamra
Som direto: Romeu Quinto
Edição de som: Elisa Paley e Miriam Biderman
Fotografia: Walter Carvalho – ABC
Desenho de produção:
Direção de arte: Clóvis Bueno
Figurino: Cristina Camargo
Edição: Mauro Alice
Maquiagem: Gabi Moraes
Casting: Vivian Golombek

Elenco

Luiz Carlos Vasconcelos (Médico)
Milton Gonçalves (Chico)
Ailton Graça (Majestade)
Maria Luisa Mendonça (Dalva)
Aída Lerner (Rosirene)
Rodrigo Santoro (Lady Di)
Gero Camilo (Sem Chance)
Floriano Peixoto (Antonio Carlos)
Ricardo Blat (Claudiomiro)
Vanessa Gerbelli (Célia)
Leona Cavalli (Dina)
Wagner Moura (Zico)
Caio Blat (Deusdete)
Julia Ianina (Francineide)
Sabrina Greve (Catarina)
Lázaro Ramos (Ezequiel)
Gabriel Braga Nunes (Sérgio)
Ivan de Almeida (Nego Preto)
Milhem Cortaz (Peixeira)
Dionisio Neto (Lula)
Antonio Grassi (Seu Pires)
Rita Cadillac (ela mesmo)
Enrique Diaz (Gilson)
Robson Nunes (Dadá)
Bukassa (Detento Locutor)
André Ceccato (Barba)
José de Paiva (Charuto)
Luis Miranda (Paulo Boca)
Marcelo Palmares (Coelho)
Nill Marcondes (Pimenta)
Regis Santos (Mário Cachorro)
Roberto Audio (Escovão)
Sabotage (Fuinha)
Sergio Loroza (Gordo)
Silvio Roberto (Baiano)
Val Pires (Furabolo)
Walter Breda (Antonio)
Maurício Marques (Namorado de Dalva)
Oscar Magrini (Homem 2)
Marcelo Escorel (Homem 1)
Luciano Quirino (Guarda)
Emboscada (Valdir 17)
Vera Mancini
Ângela Corrêa

Pôsters

Carandiru

Premiações

– Prêmio Glauber Rocha, concedido pelo 25º Festival Internacional do Novo Cinema Latino-Americano de Havana.

Curiosidades

– Baseado no livro homônimo do médico Dráuzio Varella, de 1999, e que vendeu maide 220 mil cópias.

– Orçamento de R$ 12 milhões e foi um projeto apoiado pelo BNDES com a quantia de R$ 400 mil.

– A produção conta com cerca de oito (8) mil figurantes.

– Carandiru mobilizou, do roteiro pronto à primeira cópia e lançamento, três anos de trabalho. A equipe técnica reuniu mais de 250 profissionais.

– Hector Babenco escreveu, com Victor Navas e Fernando Bonassi, nove versões do roteiro.

– Para mobilizar positivamente os presos do Carandiru, que ainda viviam em vários de seus pavilhões (só o dois e o seis estavam desativados), a produção do filme encomendou um número especial da revista “Viralata”, supervisionada por Drauzio Varella e editada por Paulo Garfunkel & Líbero Malavoglia.

– O filme conta com 40 locações/cenários. As locações foram todas feitas em torno da grande São Paulo e as cenas do Carandiru foram filmadas em três lugares diferentes – na cadeia do hipódromo, no Presídio do Carandiru, além de estúdio.

– A construção dos cenários nos Estúdios da Vera Cruz consumiu 12 semanas de intenso trabalho, com uma equipe de mais de 150 pessoas. E contou com apoio do Governo de São Paulo, através do Projeto Nova Vera Cruz da TV Cultura e da Prefeitura de São Bernardo do Campo.

– O elenco conta com 26 atores principais, 120 secundários, além de oito mil diárias de figurantes. Três meses de intenso trabalho de ensaio qualificaram os 146 atores de maior ou menor destaque no filme.

– As tatuagens dos atores são fruto de meticuloso trabalho da maquiadora Gabi Moraes e sua equipe. Só as tatuagens, espalhadas pelos corpos dos protagonistas, coadjuvantes e extras, ultrapassaram 700 moldes diferentes.

– As filmagens duraram 14 semanas. “Chegamos a construir cenários de 500 m2, com reprodução de um andar inteiro do Pavilhão Nove, tudo acabado em grades de ferro, com grafites e desenhos nas paredes”, conta Babenco.

– Carandiru consumiu 600 latas de negativo, o correspondente a 72 KM de imagens impressas. Foram utilizadas duas câmaras 35 mm. Em seqüências especiais chegamos a filmar com até cinco câmaras.

– A montagem do filme consumiu oito meses de trabalho. Mais quatro na montagem de som. A mixagem foi feita em Nova York, durante cinco semanas.

– Três seqüências mobilizaram centenas de atores e extras. Um dia de visita de familiares aos presos do Carandiru contou com mais de 300 extras (homens, mulheres, adolescentes e crianças). Mesmo número mobilizado em partida de futebol realizada no pátio do presídio. Para a seqüência do Massacre do Carandiru, foram mobilizadas mais de mil pessoas, além de seis cavalos, seis cães, armamento pesado e litros e litros de sangue cenográfico.

– A Casa de Detenção de São Paulo, conhecida popularmente como Presídio do Carandiru, foi inaugurada em 1956 pelo então prefeito Jânio Quadros. Passaram-se 46 anos até que, em oito de dezembro de 2002, o governador Geraldo Alckmin comandou, pessoalmente, a implosão de três de seus pavilhões. Bastaram oito
segundos para que paredes, celas e solitárias se transformassem em pó. E abrissem espaço para a construção de complexo de lazer e cultura, denominado Parque da Juventude. A equipe de Babenco registrou a implosão com oito câmaras. As imagens encerram o filme.

– Significados da palavra carandiru, Origem Tupi-guarani, Combinação das palavras CARANDÁ + IRU:
. “Abelha da carnaúba” Carandá = Carnaúba (espécie de palmeira) + Iru = Abelha (Fonte: Prof. John Monteiro, Unicamp)
. “Recipiente feito de carandá” Carandá = Carnaúba + Iru = Recipiente (Fonte: Luis Caldas Tibiriçá, Traço Editora)

– Significados pelo aspecto histórico:
. “Onde os ratos são dilacerados “, ( Fonte: Depoimento dado ao produtor-executivo, Fabiano Gullane, em visita à Penitenciária 15/11/2000).
. “Prisão indígena similar à senzala dos negros”, Em 1967, a Sra Maria da Penha realizou pesquisa sobre a história do bairro de Santana e constatou que, no local onde situa-se o Carandiru, existiu uma fazenda. Constatou, também, resíduos preservados de uma senzala. (Fonte: Penha – Diretora da Penitenciária Feminina da Capital)
. Era um córrego do bairro de Santana. O córrego Carandiru banhava a Fazenda Jesuíta, no atual bairro de Santana, onde foi erguido o Complexo Penitenciário do Carandiru. Consulta feita por Dina (Bibliotecária da FAU – USP – Fonte: “Bairro de Santana”, livro de Maria Cecília Teixeira Mendes Torres, Editado pela Prefeitura de São Paulo, Depto de Cultura, 1970)

– Tambem recebeu o título de Estação Carandiru.

– Milton Gonçalves trabalhou tambem com Babenco em Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia e O Beijo da Mulher Aranha.

– R$ 9,5 milhões total arrecadado por Carandiru em dez dias de exibição 468.293 público do primeiro fim de semana de Carandiru. Desde 1990, a maior bilheteria de abertura de filme nacional era Lua de Cristal (1990), com 360 mil espectadores.

Fotos

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