Cidade de Deus

19 abr 2012

cidade-de-deus-poster01Buscapé é um jovem pobre, negro e muito sensível, que cresce em um universo de muita violência. Buscapé vive na Cidade de Deus, favela carioca conhecida por ser um dos locais mais violentos da cidade. Amedrontado com a possibilidade de se tornar um bandido, Buscapé acaba sendo salvo de seu destino por causa de seu talento como fotógrafo, o qual permite que siga carreira na profissão. É através de seu olhar atrás da câmera que Buscapé analisa o dia-a-dia da favela onde vive, onde a violência aparenta ser infinita

Ficha Técnica

Título original:  Cidade de Deus
Gênero: Drama
Duração: 135 min.
Lançamento (Brasil): 2002
Distribuição: Lumière e Miramax Films
Direção: Fernando Meirelles
Co-direção: Katia Lund
Roteiro: Bráulio Mantovani
Produção: O2 Filmes, VideoFilmes, Andrea Barata Ribeiro e Mauricio Andrade Ramos
Co-Produtores: Walter Salles, Donald K. Ranvaud, Daniel Filho, Hank Levine, Marc Beauchamps, Vincent Maraval e Juliette Renaud
Produção executiva: Elisa Tolomelli
Co-produção Globo Filmes, Lumière, Wild Bunch e Bel Berlinck
Música: Antônio Pinto e Ed Côrtes
Fotografia: César Charlone
Direção de arte: Tulé Peake
Edição: Daniel Rezende
Oficina de atores: Nós do Cinema e Guti Fraga
Preparação de atores: Fátima Toledo

Elenco

Matheus Nachtergaele (Sandro Cenoura)
Seu Jorge (Mané Galinha)
Alexandre Rodrigues (Buscapé)
Leandro Firmino da Hora (Zé Pequeno)
Roberta Rodrigues (Berenice)
Phellipe Haagensen (Bene)
Jonathan Haagensen (Cabeleira)
Douglas Silva (Dadinho)
Gero Camilo (Paraíba)
Jefechander Suplino (Alicate)
Alice Braga (Angélica)
Emerson Gomes (Barbantinho)
Édson Oliveira (Barbantinho – adulto)
Luis Otávio (Buscapé – criança)
Maurício Marques (Cabeção)
Charles Paraventi (Tio Sam)
Darlan Cunha (Filé com Fritas)
Graziella Moretto
Micael Borges
Babú Santana  (Grande)
Sergio Chapelein

Pôsters

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Premiações

– Indicado a quatro Oscar® em 2004: Roteiro Adaptado, Fotografia, Montagem e Diretor.

– Indicado ao Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro 2003.

– Prêmio de Melhor Edição no BAFTA, o “Oscar britânico”, em 2003, concorrendo com.

– Escolhido o Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição, Melhor Direção de Arte, Melhor Diretor, (Fernando Meirelles), Melhor Atriz Revelação (Roberta Rodrigues), Melhor Pôstere Melhor Ficha de Filme, de 2003 pelos leitores do Adoro Cinema Brasileiro.

– Ganhou 9 prêmios no Festival de Havana, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Ator (dividido entre Matheus Nachtergaele, Seu Jorge, Alexandre Rodrigues, Leandro Firmino da Hora, Philippe Haagensen, Johnathan Haagensen e Douglas Silva), Prêmio da Universidade de Havana, Melhor Fotografia, Melhor Edição, Prêmio FIPRESCI, Prêmio OCIC, Prêmio da Associação de Imprensa Cubana e Prêmio Grand Coral.

– Ganhou uma menção especial no Festival Internacional de Toronto.

– Ganhou em 3 categorias no Prêmio Adoro Cinema 2002: Melhor Filme, Melhor Vilão (Leandro Firmino da Hora) e Melhor Coluna (Francisco Russo). Recebeu ainda outras 5 indicações, nas seguintes categorias: Melhor Diretor, Melhor Ator Revelação (Leandro Firmino da Hora e Douglas Silva), Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Pôster.

Curiosidades

– Cidade de Deus é o nome de uma favela localizada no Rio de Janeiro, surgida nos anos 60.

– Baseado em romance de Paulo Lins, Cidade de Deus.

– Cidade de Deus é apenas o 2º filme do diretor Fernando Meirelles. Antes ele havia apenas dirigido Domésticas – O Filme, ao lado de Nando Olival.

– Grande parte do elenco de Cidade de Deus foi escolhido entre garotos que vivem em diversas comunidades e favelas do Rio de Janeiro e que não tinham tido até aquele momento nenhum contato com a arte de atuar. Para fazer esta seleção foram realizadas mais de 2000 entrevistas.

– Foi exibido fora de competição no Festival de Cannes 2002.

– O prêmio no BAFTA, o “Oscar britânico” o filme brasileiro derrotou grandes sucessos do cinema americano, como O Senhor dos Anéis – As Duas Torres, As Horas, Chicago e Gangues de Nova York. A outra categoria a qual foi indicado foi a de melhor filme estrangeiro, na qual o vitorioso foi o espanhol Fale com Ela.
– Como muitos dos figurantes de “Cidade de Deus” não tinham telefone em casa, a produção do filme enviava telegramas a todos avisando dia, hora e local das filmagens. Nas oito semanas de trabalho, não houve um problema sequer de ator que não apareceu na hora e no lugar combinados.

– A comida servida para a equipe que trabalhou no filme foi feita por 34 pessoas vindas da Bahia. Mesmo quando servia até 400 pessoas, o pessoal da cozinha tinha a preocupação de decorar o bufê com requinte. Os cozinheiros formam o grupo que menos descansou.

Aproveitando a sucesso do filme, a Companhia das Letras relançou o livro “Cidade de Deus”, de Paulo Lins, adaptado para o cinema por Fernando Meirelles. O autor enxugou o livro (lançado em 1997 e que já vendeu 12 mil exemplares) em cerca de 150 páginas: agora, são 450.

– O filme recupera gírias típicas dos anos 60, época em que a Cidade de Deus foi criada para abrigar favelados vindos de outros bairros: à pamparra (o mesmo que às pampas, em quantidade), samangos (como os policiais eram chamados) e bicho-solto (bandido) são algumas delas.

– As vans que faziam o transporte do elenco para as filmagens não eram autorizadas a chegar até a casa de grande parte dos atores do filme que moram em favelas (e eles eram muitos). O encontro sempre acontecia de madrugada, em algum ponto combinado próximo à comunidade.

– Os atores do filme foram descobertos por uma equipe de seis pessoas que se dividiu em duplas para percorrer várias comunidades carentes (Rocinha, Cidade de Deus, Chapéu Mangueira, Vidigal e Dona Marta, entre outras), além de escolas de teatro amador e outras instituições.

– Grande parte do elenco de Cidade de Deus foi escolhido entre garotos que vivem em diversas comunidades e favelas do Rio de Janeiro e que não tinham tido até aquele momento nenhum contato com a arte de atuar. Para fazer esta seleção foram realizadas mais de 2000 entrevistas. Uma pré-seleção escolheu os 400 melhores; e, ao fim dos testes, ficaram só 200. Guti Fraga deu aulas de interpretação e Fátima Toledo preparou os atores principais.

– Dos R$ 8,2 milhões gastos na produção do filme, apenas 15% vieram das leis de incentivo. Todo o restante dos custos de “Cidade de Deus” foi bancado pela própria produtora de Fernando Meirelles, a O2 Filmes (que teve na VideoFilmes um parceiro de primeira hora no projeto).

– Quando descobriu que Nova Sepetiba era semelhante à Cidade de Deus dos anos 60, a produção pediu autorização para filmar no lugar ao então governador Garotinho. Inicialmente, ele hesitou por temer que comparassem sua empreitada à de Carlos Lacerda. Mas acabou autorizando.

– Participação de Sergio Chapelein no Jornal Nacional em 1979 – Imagem gentilmente cedida pela Rede Globo de Televisão – CEDOC

– Indicado a quatro Oscar® em 2004. O diretor brasileiro Fernando Meirelles concorreu com Sofia Coppola, Peter Weir, Clint Eastwood e Peter Jackson. O diretor de fotografia César Charlone, teve como concorrente os filmes Cold Mountain, Girl With a Pearl Earring, Mestre dos Mares e Alma de Herói. E a montagem de Daniel Rezende concorreu com Cold Mountain, O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei, Mestre dos Mares e Alma de Herói. O Roteriro Adaptado de Bráulio Mantovani foi baseado em romance de Paulo Lins, Cidade de Deus.

– Sinopse extendida:
Cidade de Deus se passa em um único cenário, talvez o verdadeiro protagonista do filme: o conjunto habitacional de Cidade de Deus, zona oeste do Rio de Janeiro.
A história é dividida em três partes. A primeira, situada no fim dos anos 60, mostra os primeiros anos de existência desse conjunto habitacional, para onde se mudam duas crianças, Buscapé e Dadinho. Buscapé tem 11 anos e seu irmão, Marreco, forma com os amigos Cabeleira e Alicate um grupo de bandidos conhecido como o Trio Ternura, cuja especialidade é assaltar os caminhões de gás que fazem entrega no local. Dadinho acompanha esse grupo de marginais e sonha ser como eles. Buscapé, por sua vez, não gosta de ter irmão bandido: “É a maior furada, sempre acaba sobrando pra gente”, ele diz. Quer um futuro diferente para sua vida.
A segunda parte do filme se passa nos anos 70. Buscapé continua seus estudos e arruma um emprego num supermercado. Ainda assim, vive na tênue linha que divide a vida “de otário” da vida no crime. Enquanto isso, Dadinho torna-se um pequeno líder de gangue com grandes ambições. Quer se tornar traficante. Acredita que o “negócio de assalto tá por fora”, em um dia toma quase todas as bocas de fumo de Cidade de Deus e começa a vender cocaína.
Em pouco tempo, Dadinho torna-se o bandido mais perigoso e temido do local. Recebe um novo apelido, Zé Pequeno, e expande seu negócio. “Se o tráfico fosse legal, Zé Pequeno seria o homem do ano”, diz o personagem de Buscapé, que também narra o filme.
A terceira parte, situada no começo dos anos 80, mostra como Zé Pequeno se transforma em um dos traficantes mais poderosos do Rio de Janeiro, protegido por um exército armado de crianças e adolescentes entre 11 e 18 anos. Até que ele cruza o caminho de um trocador de ônibus conhecido como Mané Galinha. Depois de ver sua mulher ser estuprada, Mané Galinha decide se vingar de Zé Pequeno associando-se a outro traficante local, Sandro Cenoura. Estoura a guerra na Cidade de Deus. Nesse meio tempo, Buscapé, que sempre sonhou ser fotógrafo, consegue sua primeira máquina profissional. Registrar essa guerra será a grande chance de sua vida.

Fotos

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