É Fogo Na Roupa

18 ago 2013

É Fogo Na Roupa

No primeiro congresso de esposas, instalado no Hotel Quitandinha, a representante da Paraíba, Madame Pau-Pereira, lidera com vigor uma tropa de choque contra "os vermes a que chamam de maridos" e acaba modificando a vida de um grupo de pessoas.

Ficha Técnica

Título original: É Fogo Na Roupa
Gênero: Comédia Musical
Duração: 88min.
Lançamento (Brasil): 1952
Estúdios: Brasil Vita Filmes
Distribuição: Unida Filmes
Direção: Watson Macedo
Assistente de direção: Roberto Faria
Argumento: Watson Macedo
Roteiro: Alinor Azevedo e José Cajado Filho
Produção: Watson Macedo
Produtor Associado: Roberto Acácio: Direção de Produção: Elias Lourenço de Souza
Co-produção: Watson Macedo Produções Cinematográficas
Música: Alexandre Gnatalli
Sonografia: Alberto Viana
Fotografia: Edgar Brasil
Direção Artística: José Cajado Filho
Cenografia: José Cajado Filho
Montagem: Ceny Macedo
Música: Alexandre Gnatalli
Coreografia: Juliana Yanakiewa

Elenco

Violeta Ferraz
Ankito
Heloísa Helena
Adelaide Chiozzo
Benê Nunes
Augusto Anibal
Sérgio de Oliveira
Ivon Cury
Antônio Spina
Gilmar Coelho
Inah Malagutti
Nena Napoli
Armando Nascimento
Jorge Cury
Jesus Ruas
Oswaldo Elias
Vicente Marchelli
Francisco Carlos
Dircinha Batista
Ruy Rey
Vera Lúcia
Emilinha Borba
Jorge Goulart
Linda Batista
Virgínia Lane
Eliseth Cardoso
Marion

Pôsters

É Fogo Na Roupa

Premiações

– Melhor Ator Secundário (Sérgio de Oliveira), Prêmio "Saci", SP, 1953.

Curiosidades

– Primeira produção independente de Watson Macedo. Filmado no Hotel Quitandinha, em Petrópolis, o mais sofisticado do Brasil na época.

– Estréia de Ankito (1923-) no cinema. Paulista de nascimento e descendente de tradicional família de circo, inicia sua carreira cinematográfica em 1952, para concorrer com Oscarito, já um astro consagrado. O tempo mostraria que existia espaço para o talento dos dois. Com raras qualidades acrobáticas, brilha em muitos filmes, como Garota Enxuta (1959) e Os três cangaceiros (1961). Fez uma ponta no filme Escorpião escarlate, em 1990, sua última participação no cinema. Está afastado da vida artística.

– Recensurado em 11.10.1954, 30m, 6 cópias, 16mm, trailer.Recensurado em 11.08.1961, 70m, 20 cópias, trailer.Recensurado com Certificado de Censura Federal n. 5817, de 04.07.1962, 20 cópias, 65m, trailer.

– Reprisado em São Paulo de 21 a 22.11.1953, no Niterói.

– "As chanchadas carnavalescas eram produzidas regularmente com a finalidade de lançar as novas canções, as músicas para o próximo carnaval. Ainda não existia a televisão em rede nacional, embora em todos os filmes deste festival ela já surja de uma forma meio primitiva. De qualquer forma, a finalidade era rir um pouco, ver os ídolos musicais e conhecer os novos sambas e marchinhas, estreando simultaneamente nos cinemas de todo o Brasil. É fogo na roupa foi rodado nos Estúdios Carmen Santos, depois Herbert Richers. O filme foi restaurado pela Cinemateca Brasileira. Escrito por Alinor Azevedo e Watson Macedo, que também foi o diretor, fotografado pelo pioneiro Edgar Brazil, o filme foi em grande parte rodado no famoso Hotel Quitandinha, em Petrópolis, onde recentemente foi realizada a festa de entrega do primeiro Prêmio do Cinema Brasileiro, o chamado Oscar nacional. A trama é muito simples e já começa na boate do hotel, com shows musicais e um congresso de mulheres. São as esposas em defesa da felicidade conjugal, que chegam a propor a pena de morte para os maridos infiéis. Curiosamente, quem estrela a fita são duas figuras hoje pouco lembradas, o pianista Benê Nunes, que não era lá muito bom ator, e Heloísa Helena, na época já veterana e que faz uma condessa francesa, chegando inclusive a cantar nessa língua, com ótimo sotaque. Temos também Ivon Cury, como o marido dela e uma trama sobre um valioso colar que é roubado. Mas o filme ficou famoso também por lançar como astro um novo comediante vindo do circo: Ankito, que muita gente comparava com Oscarito, mas que, na verdade, tem um estilo próprio, acrobático, parecendo mais um comediante do cinema mudo. Aqui ele interpreta um empresário que tenta conseguir emprego para o pianista no hotel, fazendo-o passar por polonês. Temos ainda Adelaide Chiozzo, como o interesse romântico, Violeta Ferraz em participação especial como a Madame Pau Pereira. Aliás, um dos pontos altos da fita é um tango que ela dança com Ankito. Além disso, todo mundo canta, num total de 19 músicas, várias encenadas com requintes de musical americano. Incluindo Ivon, num número na piscina (que lembra Os homens preferem as loiras, de Hawks), Adelaide e até Ankito, com uma música de sua autoria chamada ‘Tá certo?’. Sem falar na sucessão de números musicais com Elizete Cardoso, Emilinha Borba cantando ‘Bananeira não dá laranja’, de João de Barro, Jorge Goulart, Linda e Dircinha Batista, Ruy Rey, Marion, e como eles anunciam, a vedete do teatro Virgínia Lane, que interpreta ‘Barracão’! Outra coisa curiosa: É fogo na roupa dá um papel super importante ao comediante Antônio Spina, que interpreta um cabeleireiro obviamente homossexual que faz cena de travesti e tudo. Spina era de Florianópolis, conhecido do teatro de revista e veterano de muitos filmes, entre eles É com esse que eu vou, Um beijo roubado e, seu último trabalho, Perdidos de amor, também de 1951." – comentário de Rubens Ewald Filho.

Fotos

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