Fantasma Por Acaso

19 abr 2014

Fantasma Por Acaso

Vítima de um desastre, um servente de escritório de uma empresa de aviação entrega a alma ao Criador. No céu, o espírito do pobre homem encontra com o espírito do pai do seu patrão, há tempos falecido e que, quando em vida, fora muito seu amigo. Isso oferece oportunidade para que o espírito do servente seja designado para voltar à terra afim de tutelar os passos do seu patrão, que se acha envolvido em dificuldades amorosas. Assim, sob a proteção do pai do jovem, que tudo prevê e provê, o espírito do servente novamente materializado se apresenta como representante de uma grande fábrica de aviões, e, maneirosamente se intromete na vida íntima do seu patrão. Após uma série de coisas, o servente logra cumprir sua missão – faz com que o patrão abandone a amante e passe a viver feliz ao lado de sua esposa – e volta ao céu

Ficha Técnica

Título original: Fantasma Por Acaso
Gênero: Comédia
Duração: 104min.
Lançamento (Brasil): 1946
Distribuição: U.C.B. – União Cinematográfica Brasileira
Direção: Moacyr Fenelon
Assistente de direção: Roberto Machado
Argumento: José Cajado Filho e Carlos Eugênio
Roteiro: Moacyr Fenelon, José Cajado Filho e Paulo Wanderley
Diálogos: Daniel Rocha
Co-produção: Atlântida Cinematográfica
Música: Gaó Gurgel, Ary Barroso e Ernesto Nazareth
Sonografia: Jorge Coutinho
Fotografia: Edgar Brasil
Cenografia: José Cajado Filho e Carlos Eugênio
Montagem: Waldemar Noya e Moacyr Fenelon

Elenco

Oscarito
Grande Otelo
Mário Brasini
Mary Gonçalves
Wanda Lacerda
Luiza Barreto Leite
Renata Fronzi
Mara Rúbia
Edméia Coutinho
Armando Braga
Bidu Reis
Luiza Galvão
Zaquia Jorge
Alberto Sicardi
Armando Ferreira
Ênio Santos
Eugênia Levy
Áurea Gally
Brenda Mitchel
Cyro Monteiro
Orquestra Gaó Gurgel
Nelson Gonçalves

Pôsters

Fantasma Por Acaso

Premiações

– Melhor Filme, Diretor e Atriz (Mary Gonçalves), Associação Brasileira de Cronistas Cinematográficos, RJ, 1946).

Curiosidades

– Estréia de Renata Fronzi (1925- ) no cinema. Natural de Rosário, Argentina, é filha dos atores César e Yolanda Fronzi. Inicia sua carreira aos quinze anos, no teatro, na companhia do pai. Atuou no teatro de revista, em dezenas de peças, em sua maioria comédias. Nos anos 50 brilha nas chanchadas e nos anos 60, faz sucesso na TV Record no humorístico Família Trapo. Foi casada com o locutor César Ladeira, com quem teve dois filhos. Participa também de inúmeras telenovelas, nas Tvs Excelsior, Record, Globo e Manchete, destacando-se De corpo e alma (TV Globo) e Ana Raio e Zé Trovão (TV Manchete).

– Censurado entre 16 e 31.08.1946, em revisão de censura.

– "Moacyr Fenelon vinha de dois grandes desastres financeiros: Vidas Solidárias e Sob A Luz Do Meu Bairro. A situação de Fenelon ficou crítica dentro da Atlântida. Mais uma vez, ele precisaria de um sucesso para apagar o amargor dos insucessos anteriores. A solução poderia vir com Oscarito, que naquele momento era a marca da chanchada e a salvação da Atlântida. Fenelon, Paulo Wanderley, Cajado Filho e outros alinhavaram um argumento que estava na moda no cinema americano: o falecido que não era aceito no céu e vinha penar mais alguns dias na terra. O personagem interpretado por Oscarito, um velho burocrata, acorda, faz ginástica, ouve as notícias do rádio. Chegando ao prédio onde trabalha, vai deixando paletó, gravata, chapéu e transformandose num simples faxineiro, que ainda lá trabalha, movido pela compaixão que o filho do falecido dono da empresa tinha por ele. Mais tarde, ao sair da firma, é atropelado e morto. Vai para um céu de gozação, com cenografias que lembram um Caligari bem comportado. Lá volta a se encontrar com o antigo chefe e amigo, que lhe pede que volte à terra para ajudar o estróina do filho. Relutante ele o faz, com as complicações já esperadas entre uma alma reencarnada e um grupo familiar aturdido com o insólito. A estrutura do filme é rigorosamente teatral, mais parecendo um filme em 20 atos. Toda vez que há a necessidade de uma passagem de tempo, indicando as transformações que os personagens estão sofrendo com a interferência do ‘espírito’, o recurso usado é intervalar as seqüências da mãe. O filme tinha um tom fúnebre, rotineiro, longe da comédia que eles tencionavam realizar. Como em todo filme brasileiro na época, obrigatoriamente cantavase era a forma de obter melhor bilheteria baseado no fato de que muitos iriam assistir ao filme apenas para ver o cantor, que só conheciam do disco ou rádio. Aqui eles eram mostrados através do pior recurso. Oscarito entrava no céu e era recebido por duas vedetes, Renata Fronzi e Mara Rúbia, que o conduziam a um caixão vertical, onde ele via e ouvia a canção ‘Trabalha Nego’. O restante mediava soluções parecidas. A direção burocrática de Fenelon destruiu a leveza que o tema exigia, transformando-o num melodrama insosso. Oscarito, com poucos momentos de exceção, tem uma interpretação pedante e carente do halo histriônico que lhe era inerente. Há uma história do cinema afirmando que os diálogos eram engraçadíssimos, direção soberba e imenso sucesso de crítica e de público. Não acreditem, infelizmente, para o Cinema Brasileiro e para o grande lutador, Moacyr Fenelon." – comentário do professor Máximo Barro.

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