Fumando Espero

1 jun 2014

Fumando Espero

O documentário que mostra todos os lados de um tema polêmico: o tabagismo. Primeiro longa-metragem de Adriana L. Dutra mostra trajetória do tabagismo na sociedade dos séculos XX e XXI, por meio de entrevistas com anônimos e celebridades – como Eduardo Moscovis, Carla Camurati, Scarlet Moon, Miúcha, Ney Latorraca, entre outro – pontuam o filme. Formadores de opinião, artistas, pesquisadores, publicitários, funcionários públicos, advogados, vítimas da dependência, crianças, além de médico especialista e psicólogo, também falam de sua relação com a nicotina.

Ficha Técnica

Título original: Fumando Espero
Gênero: Documentário
Duração:
Lançamento (Brasil): 2009
Distribuição:
Direção: Adriana Dutra
Assistente de direção: Viviane Spinelli
Roteiro: Adriana Dutra, Paula Dutra
Produção: Carla Piske e Fabio Zambroni
Produção executiva: Cláudia Dutra e Kátia Fernandes
Direção de produção: Cláudia Dutra
Co-produção: Inffinito Eventos e Produções Ltda
Música:
Som: Bruno Fernandes
Fotografia: Artur Almeida
Câmera: Artur Almeida
Assistente de câmera: Jorge Marcos dos Passos
Edição:
Continuidade: Viviane Spinelli
Produção de elenco: Fabio Zambroni

Elenco

Analice Gigliotti
Sabrina Presman
Siro Darlan
Miúcha
Carla Camurati
Ney Latorraca
Eduardo Moscovis
Rita Guedes
Scarlet Moon
Herson Capri
Neville D’Almeida
José Ruy Dutra
Fernanda Luz
Monique Lafond
Yolanda Cocoza Murta
Caio de Souza Mendes
Luiz Fernando Valentim de Souza
Endel da Silva
Elisa Henriques
Maria Teresa dos Santos Guedes
Robson da Costa F. da Silva
José Alexandre dos Santos
Maria Conceição Florentino
Marcio Jaques
Sueli Maria Wendling Noel de Souza
Guilherme de Souza
Victor de Souza
Ida Gomes
Mauro Zambone
Conceição Lorenço
Renato Mussi
Karl Fagerstrom
Martin Raw
Alaíde Garcez Siqueira
Adriana do Couto Faro

Pôsters

Fumando Espero

Premiações

Curiosidades

– O primeiro longa de Adriana L. Dutra investiga o tabagismo e acompanha 24 horas por dia uma fumante na luta contra o vício.

– Depoimentos:
Analice Gigliotti – Mestre em Psiquiatria pela UNIFESP, vice-presidente da ABEAD, Coordenadora do Curso de Pós-Graduação em Dependência Química da UNIFESP no Rio de Janeiro e chefe do Setor de Dependência Química do Serviço de Psiquiatria da S.C.M.R.J.

Sabrina Presman – Psicóloga coordenadora do setor de tabagismo da Santa Casa de Misericórdia.

Siro Darlan – Desembargador. Quando era Juiz Titular da Vara de Infância e Adolescência do Rio de Janeiro exigiu o cumprimento da lei que proíbe o uso de cigarro em escolas e imediações, inclusive por professores e diretores.

Miúcha – Cantora e ex-fumante. Fala como foi o processo de internação ao qual se submeteu para abandonar o hábito de fumar.

Carla Camurati – A cineasta fala sobre a substituição do cigarro convencional pelo cigarro com folhas de uva. A mesma deixou de fumar atualmente, mas, por não gostar de decisões radicais prefere não dizer que parou para sempre. Não discrimina fumantes e conta que fumou durante a gravidez de forma reduzida.

Ney Latorraca – ator e ex-fumante. Fala da sua relação com o cigarro e da dificuldade em parar de fumar.

Eduardo Moscovis – O ator deixou de fumar há oito anos cigarro convencional, substituindo pelo cigarro de palha.

Rita Guedes – Atriz e ex-fumante. Fala sobre sua relação com o cigarro e de como está reagindo a abstinência. Rita parou de fumar no dia 31 de dezembro.

Scarlet Moon – A jornalista fala sobre sua relação com o cigarro, sobre a discriminação e sobre o fato de deixar de freqüentar alguns locais onde seja proibido fumar. Fuma com prazer e a nicotina para ela tem função medicinal.

Herson Capri – Fala sobre sua relação com o cigarro. O ator parou de fumar oito anos antes de descobrir que estava com câncer. Fala sobre o comercial do cigarro Continental, do qual foi garoto propaganda e da influência que teve sobre as pessoas na época.

Neville D’Almeida – Cineasta e ex-fumante. Fala sobre os malefícios do tabaco, da importância da fé e sobre a influência do cigarro.

José Ruy Dutra – Publicitário, ex-fumante, fala sobre como abandonou o cigarro.

Fernanda Luz – Fumante, fala sobre a discriminação a fumantes e sobre as imagens colocadas nos maços de cigarro. Diz que paga os impostos e que não gosta de ser obrigada a ver essas imagens estampadas.

Monique Lafond – Atriz e ex-fumante, já participou de campanhas anti-tabagismo.

Yolanda Cocoza Murta – Fuma há muitas décadas. Quando vai ao bingo, fuma mais ainda e conta que nunca teve problemas de saúde.

Caio de Souza Mendes (14 anos) e Luiz Fernando Valentim de Souza – Adolescentes moradores das ruas do Rio de Janeiro.

Endel da Silva (17 anos) – Adolescente fumante. Não tem dificuldades em comprar cigarros. Fala da relação com a família, escola e com a rua.

Elisa Henriques – Fala do quanto fumava durante seu tratamento de dependência química, da relação com as drogas e de como se sente hoje sem o uso de entorpecentes nem tabaco, o qual considera o vício mais difícil de ser deixado.

Maria Teresa dos Santos Guedes – Enfermeira do Inca para cabeça e pescoço. Falou de como se sente sendo fumante e convivendo com pessoas que tiveram câncer na laringe provocado pelo cigarro.

Fumantes Anônimos – Depoimentos dos participantes do grupo.

Robson da Costa F. da Silva e José Alexandre dos Santos – Os policiais Civis falam sobre as ações da polícia para combater o mercado ilegal de cigarros, sobre os riscos de contaminação dos mesmos, que não passam por nenhum tipo de inspeção sanitária. Além disso, falam sobre os impostos que são sonegados pelos falsificadores.

Maria Conceição Florentino – Ela conta sobre como conseguiu se livrar do vício depois de ter aceitado Jesus em sua vida. Fala sobre as transformações pela qual passou desde então.

Marcio Jaques – Ex-fumante, quando decidiu parar de fumar guardou as últimas gimbas em um pote de maionese, toda vez que sentia vontade de fumar abria o pote e cheirava.

Sueli Maria Wendling Noel de Souza – Fala sobre o hábito de fumar perto dos filhos, sobre culpa e sobre seu marido ter deixado de fumar por problemas ocasionados pelo cigarro.

Guilherme de Souza e Victor de Souza – Contam como é conviver com a mãe fumante, tendo acompanhado o problema de saúde vivido pelo pai em função da nicotina.

Ida Gomes – A atriz, que nunca fumou, fala sobre a influência da mídia no inconsciente do público e que apesar de na época haver um incentivo ao hábito de fumar, nunca teve vontade.

Mauro Zambone – Pneumologista que realizou o teste respiratório em Adriana Dutra.

Conceição Lorenço – Feirante de ervas medicinais. Fala sobre ervas e simpatias para combater o desejo de fumar. Tem 88 anos e conta que nunca fumou, mas que passava fumo nos dentes para mantê-los saudáveis.

Renato Mussi – Médico responsável pela clínica de reabilitação de dependentes químicos. Fala sobre a permissão do tabaco durante o processo de reabilitação dos pacientes. De como seria mais fácil se os mesmos se abstivessem também do tabaco.

Karl Fagerstrom – Criador da Escala de Fagerstrom para avaliação da dependência de nicotina e Fagerstrom Consulting (Suécia).

Martin Raw – Consultor em Saúde Pública e Controle do Tabaco. PhD pela Universidade de Londres (Inglaterra).

Alaíde Garcez Siqueira – Ex-fumante. Tem a mãe internada há dois anos por malefícios causados pela nicotina. A mãe fumava dez maços por dia.

Adriana do Couto Faro – Autora do livro sobre responsabilidade civil das empresas de fumo.

– Sinopse extendida:
A história do tabagismo nos séculos XX e XXI é desvendada sob os mais variados pontos de vista no documentário Fumando Espero, longa de estréia da diretora Adriana L. Dutra. Costurado com muita informação e graves denúncias, mas repleto de bom humor, o filme reúne em seus 90 minutos depoimentos de famosos e anônimos, além de um reality show. Fumante há 20 anos, Adriana L. Dutra também será a cobaia de sua própria obra: ela se dispôs a ser acompanhada por uma câmera 24 horas por dia, durante 15 dias. “Começamos a filmar no dia 27 de dezembro para mostrar como era minha rotina antes do ano novo, quando parei de fumar, à meia-noite”, diz Adriana, sócia da produtora Inffinito e idealizadora, ao lado da irmã, Cláudia Dutra e de Viviane Spinelli, do Circuito Inffinito de Festivais de cinema.

O documentário também retrata da vida dos fumicultores brasileiros e traz à tona fatos nunca antes revelados sobre a relação da indústria tabagista com os trabalhadores rurais. “O filme entretém, informa e denuncia”, adianta Adriana. Com produção executiva de Cláudia Dutra e Kátia Fernandes, o documentário Fumando Espero tem como principal atrativo o compromisso com a verdade. Existe nesta narrativa um encontro entre fatos históricos, depoimentos atuais e a vivência de quem fuma tabaco, fumou ou quem decide parar de fumar.

Entrevistas divertidas e dramáticas com anônimos e celebridades – como Eduardo Moscovis, Carla Camurati, Scarlet Moon, Miúcha, Rita Guedes, Ney Latorraca, Neville D’Almeida – pontuam o filme. Nesse entreato a própria verdade da diretora é estampada na tela, por meio da sua experiência no período de abstinência. Adriana representa um cidadão da modernidade que caiu na teia da indústria tabagista e que hoje tenta sair dela.

Formadores de opinião, artistas, pesquisadores, publicitários, funcionários públicos, advogados, vítimas da dependência, crianças, além de médico especialista e psicólogo, também falam de sua relação com a nicotina, maior droga lícita dos séculos XX e XXI.

Tabagismo – O tabagismo foi amplamente difundido das Américas para todo o mundo, ganhando cada vez mais espaço através dos séculos. A partir do advento da industrialização dos cigarros e do investimento maciço da indústria fumageira em propaganda e marketing, houve um crescimento intenso em seu consumo, particularmente na primeira metade do século XX. Neste período, fumar era visto como sinônimo de beleza, charme, poder, virilidade, entre outros atributos, transformando-se em objeto de desejo de milhões de indivíduos. A manutenção deste hábito no início da Segunda metade do século só foi possível graças a estratégias da indústria para burlar a divulgação de evidências científicas que comprovavam os malefícios do fumo (até mesmo contratando cientistas para criar controvérsias, fundando partidos políticos e contratando lobistas), e do fato de que há um hiato de algumas décadas entre o início do hábito de fumar e suas conseqüências na saúde. Atualmente existem no mundo 1,1 bilhão de fumantes.

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