Pequeno Dicionário Amoroso

29 ago 2015

Pequeno Dicionário AmorosoA arquiteta Luiza, fotógrafa por hobby, conhece num cemitério o biólogo Gabriel, recém-separado de Bel. Eles se apaixonam, mas hesitam em se comprometer e questionam a natureza de seus sentimentos. Seus melhores amigos, a solteirona Marta e a cientista Barata, procuram dar conselhos práticos para manter vivo o relacionamento, documentado sob a forma de verbetes de A a Z, como amor, beleza, felicidade, idílio, jogo, lamento, revanche, xeque-mate e zerar.

Ficha Técnica

Título original: Pequeno Dicionário Amoroso
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 91 min
Lançamento (Brasil): 1996
Distribuição: Riofilme
Direção: Sandra Werneck
Roteiro: Paulo Halm e José Roberto Torero
Produção: Sandra Werneck, Marc Beauchamps e Bruno Wainer
Produtor executivo: Alvarina Souza e Silva
Co-produção: Cineluz Produções Cinematográficas, Lumière Latin America e Consórcio Europa
Música: João Nabuco e Ed Motta
Som: Sílvio Da-Rin
Fotografia: Walter Carvalho
Direção de Arte: Cláudio Amaral Peixoto
Figurino: Pedro Sayad
Edição: Virgínia Flores

Elenco

Andréa Beltrão
Daniel Dantas
Mônica Torres
Tony Ramos
Glória Pires
José Wilker
Marcos Winter
Denise Fraga

Pôsters

Pequeno Dicionário Amoroso

Premiações

– Prêmios: Melhor Fotografia (Walter Carvalho) e Montagem (Virgínia Flores), XXIX Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, DF, 1996.

Curiosidades

– Primeiro longa de ficção da documentarista Sandra Werneck.

– As filmagens, iniciadas em janeiro de 1995, foram interrompidas por causa da primeira gravidez de Andréa Beltrão, que voltou a engravidar ao final do trabalho, em fevereiro de 1996.

– “Quem nunca se apaixonou, viveu uma ardente relação amorosa, depois brigou, discutiu, separou-se e ficou na dúvida: será que valeu a pena? Será que vamos tentar de novo? Esta história, que é sua, minha, de nós todos, é o tema de Pequeno dicionário amoroso, um dos mais bem sucedidos filmes do Novo Cinema Brasileiro. Um feito notável, ainda porque é obra de uma diretora que vinha de curtas e documentários, a estreante na ficção, Sandra Werneck. Mas ela fez as escolhas certas. Depurou um bom roteiro, selecionou os atores adequados e conseguiu fazer uma comédia romântica humana e moderna. Alguns até a acusaram de ser uma comédia carioca, como se isso fosse um defeito e não qualidade; afinal, o carioca sempre foi conhecido por senso de humor. Mas que ninguém se inquiete, a história é universal. Estrelado por Andréa Beltrão, inesquecível revelação da série de tevê Armação ilimitada, e Daniel Dantas, filho do consagrado ator Nelson Dantas, o filme também conta com as presenças marcantes de Mônica Torres e Tony Ramos, que formam a espirituosa dupla de amigos e confidentes do casal, além da excelente trilha musical de Ed Motta e João Nabuco, com participações especiais de Nana Caymmi e do compositor e violonista Guinga. Quando os atores conversarem diretamente com você, olhando para a câmera, vai entender por que Pequeno dicionário amoroso fez sucesso. É confirmar a diversidade de temas e o talento de nossos cineastas.” – texto de Rubens Ewald Filho, Coleção Isto É, Novo Cinema Brasileiro, Editora Três, SP,
1999.

– Público aproximadamente 400.000 pessoas.

– A premiada carreira de Sandra Werneck abrange documentários e filmes de ficção, de curta, média e longa-metragem. Com três milhões de espectadores, Cazuza – O Tempo não Pára, codirigido por Walter Carvalho, foi um dos filmes mais premiados das últimas safras do cinema brasileiro. As comédias românticas, Pequeno Dicionário Amoroso e Amores Possíveis também foram êxitos de bilheteria e ganharam prêmios no Brasil e no exterior. Amores Possíveis foi eleito o Melhor filme Latino-Americano no Sundance Film Festival, em 2001.

Mas sua carreira começou com documentários de forte cunho social e formatos pouco convencionais. Em Pena Prisão detentas “interpretam” seu próprio cotidiano num presídio carioca. Ritos de Passagem enfoca travestis, Damas da Noite documenta prostitutas, Profissão Criança aborda o trabalho infantil. O premiado A Guerra dos Meninos – Prêmio Especial do Júri no Amsterdan Documentary Film Festival, em 1991 – realiza denúncia pioneira sobre o assassinato de meninos de rua, no contexto da violência urbana brasileira. O documentário Meninas, sobre gravidez adolescente, participou da Mostra Panorama, do prestigiado Festival de Berlim, em 2006, e abriu como “Hors Concours”, o mais importante evento de documentários da América Latina, o Festival Internacional É Tudo Verdade.

Continuando nesse tema, o penúltimo filme de Sandra, Sonhos Roubados, que teve seu lançamento comercial em abril de 2010, aborda a prostituição e a banalização da vida sexual de jovens da periferia. É uma peça a mais na construção de uma premiada obra, na qual sensibilidade e contundência temática são elementos indissociáveis. Sonhos Roubados recebeu os prêmios de Melhor Filme do Júri Popular e Melhor Atriz no Festival do Rio. As atrizes também foram premiadas no Festival Brasileiro de Miami, Festival Biarritz Amérique Latine – Cinémas et Cultures e no Festival du Cinéma Brésilien de Paris.

FILMOGRAFIA:
2015 – Pequeno Dicionário Amoroso 2
2009 – Sonhos Roubados
2005 – Meninas
2004 – Cazuza – O Tempo não Pára
2001 – Amores Possíveis
1997 – Pequeno Dicionário Amoroso
1994 – Pintinho
1994 – Canudos – As Duas Faces da Montanha
1993 – Profissão Criança
1992 – Pornografia
1991 – Guerra dos Meninos
1989 – Canal Click
1987 – Damas da Noite
1986 – Geléia Geral
1984 – Pena Prisão
1980 – Ritos de Passagem
1976 – Bom Dia Brasil

Fotos

Filmes Atualizados

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