Um Filme 100% Brasileiro

31 maio 2014

Um Filme 100% Brasileiro

A chegada do poeta francês Blaise Cendrars ao Brasil por entre o insinuante relevo montanhoso que contorna a Baía da Guanabara, a bordo do transatlântico moderno e contemporâneo ‘Bohéme’, não é reconstituição da época. É o redescobrimento do Brasil, em ficção-realidade, pelo poeta europeu que desembarca no Rio de Janeiro em pleno carnaval carioca, este recriado para que não se defina em uma época.

Ficha Técnica

Título original: Um Filme 100% Brasileiro
Gênero: Comédia
Duração: 83min.
Lançamento (Brasil): 1986
Distribuição: Embrafilme
Direção: José Sette de Barros
Assistente de direção: Eid Ribeiro, Sílvio Lana e Rolando Monteiro
Roteiro: José Sette de Barros
Produção: Marcus Lage
Produção executiva: Tarcísio Vidigal
Assistente de produção: Guilherme Ricardo (MG), Paulo Valadares (MG), Maria Aparecida (MG), Roberto Junqueira (MG), Reginaldo Faraó(MG), Orlando Bandeira (RJ), Marco Antônio Simas (RJ) e Wank Carmo (RJ)
Co-produção: Grupo Novo Cinema e TV e Embrafilme
Música: Luiz Eça
Som: Dominique Paris e Marta Luz
Ruídos: Antônio César Silva dos Santos
Mixagem: Walter Goulart e Carlos de la Riva
Som direto: Humberto Ribas
Fotografia: José Sette de Barros
Câmera: Lincoln Vasconcelos
Assistente de câmera: Álvaro Novre e Cléber Cruz
Direção de Produção: Marcos Lage e Milon Lana
Figurinos: Juliana Nogueira
Cenografia: Oficina Goeld, Fernando Tavares, Mário Drumond, Paulo Giordano, Oswaldo Medeiros, Roberto Wagner e Gilberto Abreu Maquiagem: Andréa Maia e Fragile
Efeitos especiais: Marcus Lage e Juliana Nogueira
Eletricista: Paulo Roberto de Souza
Maquinista: Paulo Roberto de Souza
Montagem: José Tavares de Barros
Edição: Amaury Alves
Assistente de Montagem: Ana Diniz, Maria Amélia Palhares, Aída Queiroz e Marcus Lage

Elenco

Paulo César Pereio
Odete Lara
Maria Gladys
Wilson Grey
Savério Roppa
Guará Rodrigues
Kimura Schettino
Ana Maria Donnard
Luiza Clotilde
Cida Falabella
Sérgio Lara (Blaise Cendrars)
Sandro
Jesus Campos Velho
Nunes Pereira
Pinto
Ronaldo Brandão
Álvaro Apocalipse
Grupo Giramundo
Marlene Silva
Grupo Afoxé

Pôsters

Premiações

– Melhor Cenografia (Juliana Junqueira), I Festival de Fortaleza do Cinema Brasileiro, CE, 1985.

– Melhor produção e Melhor Linguagem Cinematográfica no Rio-Cine-Festival, 1, 1985, Rio de Janeiro – RJ.

Curiosidades

– Recriação, nos anos 50, das idéias que o poeta francês Blaise Cendrars transferiu para o papel quando visitou o Brasil, em 1924, desembarcando no Rio de Janeiro durante o carnaval, em plena explosão do movimento modernista no país. Deslumbrado com a cidade, ele passa a enxergá-la de forma original.

– Baseado no livro Etc., etc., um livro 100% brasileiro, de Blaise Cendrars

– Locações em Estados da Bahia, Rio de Janeiro e cidades de Tiradentes, Ponte Nova e Belo Horizonte, MG

– "A chegada do poeta modernista francês Blaise Cendrars ao Brasil em 1924 por entre o insinuante relevo montanhoso que contorna a Baía da Guanabara, a bordo do transatlântico moderno e contemporâneo Bohème, não é reconstituição de época. Não é, também, realismo histórico cinematográfico. É o redescobrimento do Brasil, em ficçãorealidade, pelo poeta europeu que desembarca no Rio de Janeiro em pleno carnaval carioca, este recriado para que não se defina em uma época (ou para refletir todas as épocas e de maneira que o relacione, em síntese e essência, à explosão modernista da década de 20 em suas repercussões mais profundas e interligadoras do passado e do futuro, no presente. No interior do Cabaré Moderno (ficção) o poeta e seus amigos modernistas vivem os dias de folia carnavalesca num ambiente fantástico criado por cenários pintados, neons e adereços de fantasia. Ali, Cendrars relembra as histórias (verdadeiras) por ele colhidas no Brasil como jornalista: Febrônio Índio do Brasil, Lobisomen de Minas e Coronel Bento, que são narradas adaptando-se o texto original do livro Etc., Etc., Um Livro 100% Brasileiro. O filme é pontuado com uma encenação de bonecos que representam personagens-síntese de toda a trama e é regido pelo Demônio, ora títere, num transitar com liberdade pelas múltiplas linguagens adotadas, até o encerramento quando o poeta embarca de volta, na quarta-feira de cinzas". Márcio da Rocha Galdino, Minas Gerais, Suplemento Literário, 24/03/84.

– FCaxambu/85 indica que o filme teve exibição especial na festa de encerramento no Festival de Caxambu, 1985, MG, a 14.12.1985.

– Jornal do Brasil de 26.01.1998, Caderno B, p. 5, informa que o filme foi exibido na Mostra de Cinema de Tiradentes, MG, em 28.01.1998.

– Concine/88 indica que o filme recebeu o Certificado de Produto Brasileiro 1.088, de 24.01.1988.

Fotos

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