O Assalto ao Trem Pagador

28 out 2010


Baseado em fatos reais. No interior do Estado do Rio de Janeiro, um grupo de seis homens assalta o trem pagador da estrada de ferro Central do Brasil. Eles decidem só gastar no máximo dez por cento do produto roubado, para não despertar suspeitas da polícia. Grilo Peru é morto por Tião Medonho, o líder da quadrilha, quando se entrega ao luxo da zona sul. Ao mesmo tempo, a polícia fecha o cerco sobre os outros assaltantes, quase todos favelados, até chegar em Tião Medonho.

Ficha Técnica

Título original: O Assalto ao Trem Pagador
Gênero: Policial
Duração: 89 min.
Lançamento (Brasil): 1962
Distribuição: Fama Filmes
Direção: Roberto Farias
Roteiro: Roberto Farias
Argumentos: Alinor Azevedo, Luís Carlos Barreto, Roberto Farias
Produção: Herbert Richers
Música: Remo Usai
Fotografia: Amleto Daissé
Desenho de produção: Alexandre Horvath
Direção de arte: Alexandre Horvath e Pierino Massenzi
Edição: Rafael Justo Valverde

Elenco

Eliezer Gomes (Tião Medonho)
Reginaldo Faria (Grilo Peru)
Grande Otelo (Cachaça)
Átila Iório (Tonho)
Miguel Rosemberg (Edgar)
Clementino Kelé (Lino)
Helena Ignez (Marta)
Luiza Maranhão (Zulmira)
Ruth de Souza (Judith)
Dirce Migliaccio (Mulher de Edgar)
Jorge Dória (Delegado)
Miguel Ângelo (Miguel)
Fregolente
Oswaldo Louzada
Wilson Grey
Mozael Silveira
Billy Davis
Álvaro Aguiar
Almeidinha
Mário Batista
Dóris Carvalho
Paulo Copacabana
Jorge Coutinho
Carlos Cristiano
Nelson Dantas
Kleber Drault
Gracinda Freire
Nascimento Gomes
Jecy Gonzalez
Mário Lago
Milton Leal
José Lopes
Vera Lúcia
Ricardo Luna
Lícia Magna
Procópio Mariano
Regina Maria
Arnaldo Montel
Antônio Pereira
Waldemar Régis
Paulo Rodrigues
Joel Rosa
Venceslau José de Castro
Karen Wanzer
Birgita Westman
Chica Xavier

Pôsters

Premiações

– Prêmio Saci 1962, Melhor ator coadjuvante (Jorge Dória), Melhor atriz coadjuvante (Dirce Migliáccio) e Melhor Roteiro (Roberto Farias)

– Prêmio Governador do Estado de São Paulo 1962, Melhor Roteiro (Roberto Farias)

– V Festival de Cinema de Curitiba 1962, Melhor atriz coadjuvante (Luiza Maranhão), Revelação (Eliezer Gomes)

– Troféu Cinelândia 1962, Revelação (Eliezer Gomes)

– Festival de Cinema da Bahia 1962, Melhor Filme, Melhor Ator (Eliezer Gomes), Melhor atriz coadjuvante (Luiza Maranhão), Melhor Roteiro (Roberto Farias)

– Festival de Lisboa, Portugal, 1963, Prêmio Caravela de Prata

– Festival de Arte Negra, Senegal, 1963, Prêmio Especial do Júri

– Festival de Veneza de 1962, Representou brasileiro no festival.

Curiosidades

– Baseado em um assalto real ocorrido em 14 de junho de 1960, às oito horas e vinte e cinco minutos de uma manhã de junho, a quadrilha liderada por Tião Medonho, cinco mascarados armados de metralhadoras e revólveres deram o bote no trem pagador de prefixo SAP-21, tripulado pelo maquinista Venceslau José de Castro e pelo foguista Pedro José da Silva.

Nesse momento, a composição chegava à chamada “Curva da Morte”, no quilômetro 71 da linha auxiliar da Central do Brasil, próxima à estação Japeri.

Levava o pagamento de mais de mil ferroviários dessa e outras estações. Não era pouca coisa: 27 milhões de cruzeiros, a moeda brasileira da época. Daria para comprar 108 fuscas, modelo do ano, 0km, ou montar um impensável corcovado de 1.350 toneladas de batata de primeira qualidade. Todo esse dinheiro estava contido numa caixa de madeira, guardada pelo pagador Cícero de Carvalho e dois auxiliares.

Para facilitar o ataque, os assaltantes dinamitaram os trilhos e fizeram descarrilar a locomotiva e o vagão. Entraram no trem disparando. Mataram um funcionário da ferrovia, Francelino Paulino Correa, que estava fora de serviço, viajando de graça, e feriram outros quatro. Pegaram o dinheiro e fugiram numa camioneta Ford de cor creme.

– O filme causou impacto por sua forte dose de realismo. Os tiros foram de verdade.

– O vagão usado foi o mesmo do assalto. Estava sendo desmontado na oficina, mas a Central concordou em reconstruí-lo, e na filmagem apareceram até os furos das balas de 1960.

– Muitos dos atores coadjuvantes foram os próprios funcionários que conduziam o trem no dia do crime. Por exemplo, o maquinista Venceslau José de Castro.

– Trata-se de uma reconstituição livre na qual somente o nome do líder da quadrilha foi mantido.

– O protagonista, Tião Medonho, foi interpretado pelo ator negro Eliézer Gomes, funcionário público, protestante e cantor da Igreja Presbiteriana de Madureira. Até então jamais havia aparecido no cinema, foi escolhido num concurso nacional.

– Rodado em 62 dias, ao custo de 18 milhões de cruzeiros, mais da metade do que fora roubado do trem pagador, havia dois anos.

– “ – Pobre não pode passar de ladrão de Galinha! Roubar pouco é que dá cadeia.
    – Mas não dá morte, e tu, por ter roubado feito rico pode acabar morto.”
(diálogo do filme).

– Nos extras do DVD existem duas versões do filme, a original e a comentada pelo diretor, com legendas em português, inglês e espanhol. O trailer do filme O assalto ao trem pagador é apresentado por Grande Otelo e mostra, entre outras informações sobre o filme, o concurso que escolheu Eliezer Gomes (ex-motorista de ambulância) para o papel de Tião Medonho.

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